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Sabia que plano de saúde e seguro de vida podem ser complementares?


A precariedade dos serviços públicos de saúde, assim como a dos de educação, são velhas conhecidas do brasileiro. Por mais que tenha havido avanços nos últimos anos, o SUS ainda carece de um aumento efetivo de capacidade, rapidez e qualidade de atendimentos, que a população espera e merece. Tanto que 74% das pessoas sem plano de saúde gostariam de ter um, de acordo com um levantamento do Ibope, realizado a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

 

A crise econômica, no entanto, reduziu ainda mais as possibilidades dessa vontade se concretizar. Ao contrário, mais de 2,8 milhões de pessoas cancelaram os seus contratos, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS). Por isso, quem ainda, com muito custo, consegue pagar a mensalidade não quer aumentar a despesa doméstica, adquirindo um seguro de vida, categorizado como supérfluo. Ambos, no entanto, são bem diferentes e devem ser vistos como complementares, não como excludentes. Vamos a alguns exemplos.

 

Morte

 

A primeira situação, mais óbvia, é em caso de morte do contratante. O plano de saúde cobre exames, médicos, internação e alguns tratamentos hospitalares. Quando ocorre uma fatalidade, no entanto, a cobertura para por aí. A família é quem arca com todos os gastos do funeral, e o custo pode pesar bastante, dependendo do orçamento da casa. Essa é uma das situações em que o seguro de vida tem a capacidade de ajudar. Atualmente, a maioria das empresas oferece Assistência Funeral em todos os contratos.    

 

O enterro/cremação é apenas um dos primeiros gastos que a família do segurado tem após a sua a morte. O inventário costuma ser caríssimo, pois inclui impostos de transmissão, taxas de cartório, além de honorários de advogados. A indenização de um seguro de vida pode cobrir todas essas despesas e ainda auxiliar no pagamento das contas, que eram de responsabilidade do falecido.

 

Doenças Graves (DG)

 

Os planos de saúde não cobrem todos tratamentos, cirurgias e despesas causados por uma enfermidade severa. O seguro de vida, contudo, pode ajudar a pagar esses gastos necessários, que, na maioria das vezes, não cabem no orçamento doméstico. A cobertura de DG, oferecida por diversas operadoras, garante uma indenização de até o valor total do capital contratado.

 

Esse dinheiro é capaz de aliviar o bolso e até, quem sabe, salvar uma vida, em casos de câncer, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal terminal e em situações em que um transplante de órgãos se faz necessário.

 

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Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA)

 

Uma pessoa, que ficou inválida, por conta de acidente, normalmente, necessita de inúmeros tratamentos médicos e de reabilitação. Nem todos são cobertos pelos planos de saúde. A aposentadoria do INSS também costuma ser pequena, para arcar com os gastos de alguém que não pode mais trabalhar.

 

Novamente, o seguro de vida vem para tapar esse buraco. O contratante, cuja a apólice inclui a cobertura IPA, recebe uma indenização, proporcional ao grau de invalidez, em caso de perda, redução ou impotência funcional definitiva de um membro ou órgão, decorrente de acidente pessoal.

 

Por todos esses motivos listados, é importante entender que é preciso possuir um seguro de vida complementar ao plano de saúde. Os dois podem ser vitais para a saúde, o conforto e a tranquilidade da família.

 

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